Entrevista básica no el Cabong

Foi publicada no blog de música el Cabong, neste final de semana, entrevista dada ao ilustre jornalista Luciano Matos. Confira abaixo um trecho da entrevista.

Entrevista básica: Vendo 147
Por: Luciano Matos

Nova edição da série de entrevistas básicas com artistas baianos falando sobre os lançamentos de seus discos. Agora batemos um papo com a banda Vendo 147. Criado como projeto paralelo do baterista Glauco Neves, o grupo ganhou formação totalmente nova e passou a ser um dos destaques do cenário independente baiano, ou como quer que queiram chamar. Hoje formado pelo clone drums de Glauco e Dimmy “O Demolidor” Drummer, Pedro Itan e Duardo Costa, nas guitarras, e Caio Parish, no baixo, a Vendo 147 é uma das banas baianas que mais circulam pelo país atualmente. Nesse primeiro CD se cercaram de um conceito, que eles explicam abaixo, e lançaram com formato diferente e vários extras acoplados. Nessa nova entrevista da série, o grupo fala mais sobre o disco, a carreira e o mercado.

Leia aqui na íntegra.

A EXPERIÊNCIA GODOFREDO – COMO FOI

Por: Taty Peniche

Na última quinta-feira (11/08), a Vendo 147 realizou, no Teatro Vila Velha, o lançamento do seu álbum Godofredo

O álbum e a turnê de lançamento

Godofredo, álbum que se propõe a transcender os limites musicais, já percorreu parte do Brasil. Sua turnê de lançamento, realizada no mês passado, teve como destino principal o sul e sudeste brasileiro, passando, estrategicamente, pelas cidades baianas de Vitória da Conquista e Ilhéus. Em 25 dias, a banda percorreu mais de 9.000 km, realizando 20 apresentações.

Lançamento em Salvador

Na cidade natal, a Vendo 147 bolou um grande espetáculo intitulado “A Experiência Godofredo”, realizado na sala principal do Teatro Vila Velha. O show fez parte da programação do “Vila do Rock”. O evento contou com um cenário – idealizado e produzido pelos próprios integrantes da banda, juntamente com a colaboração de amigos-profissionais -, que teve como base grandes colunas de malhas onde eram projetados textos, fotos e imagens abstratas, formando uma grande pirâmide. A cenografia foi, certamente, um show à parte aos olhos de quem compareceu.

Um pouco depois das 20h, o grupo entrou em cena, sendo recepcionados por energéticos aplausos da platéia que lotava a arena. O repertório seguiu, intencionalmente, a ordem do disco, tendo o Vingador como o abre alas da noite. A galera vibrava a cada batida, a cada parada, a cada movimento que comportasse um grito, uma expressão, uma palma, um assovio… As pessoas foram, durante todo tempo, parte fundamental do espetáculo. E o cenário, novamente, teve um papel crucial no show, por ter proporcionado uma forte interação entre banda e público, ao mantê-los num só espaço, sem elementos limítrofes, como um só ser.

Entre uma música e outra, intervenções eram realizadas – leitura de trechos de textos relacionados ao Godofredo. Até com troca de figurino o espetáculo contou, onde, de “from hell”, os rapazes tornaram-se os “from heaven”, todos de branco, anjos…

Outro momento que extasiou o público foi a apresentação da Moby Dick “turbinada”, a nova e belíssima bateria da banda, que havia acabado de ganhar novos acessórios: leds (luzes, nos tambores) – que seguiam o ritmo da batida. Lindo de ver!

O show seguiu como muita energia, onde foram tocadas as músicas do cd, até o fim… Fim? Que nada! De pé, o público, após ovacionar a Vendo 147, pediu bis. E, como pedido de público é uma ordem, a banda atendeu – mesmo com o horário quase o estourado – e presenteou a galera com um medley das já conhecidas composições do seu EP.

Fim de espetáculo. Um espetáculo sui generis. Muitos abraços, beijos, congratulações, choros, agradecimentos… A Experiência Godofredo aconteceu e fará parte da vida de cada um que esteve no show, fisicamente ou não.

Confira aqui algumas fotos:

Por Erick Paz
Por Léo Monteiro
Por Juliana Dias

A Experiência Godofredo

É amanhã!

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Saiba mais:

A banda Vendo 147 lança seu primeiro álbum, Godofredo, nesta quinta-feira, no Teatro Vila Velha

A banda baiana de música instrumental, Vendo 147, realizará, nesta quinta-feira, no Teatro Vila Velha, o show do lançamento do seu primeiro álbum. O disco Godofredo – título que, intencionalmente, faz um trocadilho com o termo em inglês God of freedom (Deus da liberdade) – foi precedido por um EP lançado em 2009 e possui nove faixas (oito músicas e uma vinheta). Godofredo também terá, em breve, uma edição em formato pendrive, que trará um interessante conteúdo multimídia.

De acordo com a Vendo 147, Godofredo é mais do que um CD, é um “pacote contendo várias formas de arte”; é uma “experiência” que será vivenciada ao se ouvir o disco do início ao fim. A capa do disco, criada pelo guitarrista e design, Duardo Costa, tem dimensões maiores do que as convencionais (20x20cm), lembrando o formato do compacto vinil e valorizando conteúdo visual e estético do trabalho. O álbum foi lançado em julho, na Turnê 147, que contemplou a realização de 20 shows em 25 dias, sobretudo em cidades do Sul e Sudeste do Brasil.

O lançamento em Salvador manterá a idéia holística do CD e promete ser além de um simples show musical. A apresentação contará com um cenário – baseado numa pirâmide – e recursos visuais dignos de um grande espetáculo. O grupo garante que está noite ficará marcada na história da cena artística baiana.

SERVIÇO:
O que? A Experiência Godofredo – Show de lançamento do álbum da banda Vendo 147
Onde e quando? Teatro Vila Velha – 11/08/2011 – 20h
Quanto?
R$ 20 (inteira) e R$ 10,00 (meia e lista – comunicacao@teatrovilavelha.com.br)
R$ 10 (CD – preço promocional do dia)

Agradecimentos – Turnê 147

Gostaríamos de agradecer a todos, do fundo do nosso coração, pelo carinho, acolhimento, auxílio, suporte e todas as outras ações vinda de vocês, que ralaram para nos ajudar durante a nossa passagem pela sua cidade. Agradecemos também àqueles que, de alguma forma, viabilizaram a realização desta turnê. É mais do que gratificante ter amigos como vocês, pois, é assim que consideramos nossos contratantes e parceiros: como grandes amigos (alguns destes de longa data). Estaremos apostos para o que vocês precisarem. Contem conosco, pois, temos a certeza de que sempre poderemos contar com vocês.

Axé!

Vendo 147

Mapa

Mapa - Turnê 147

Últimas datas e encerramento da turnê

Olá, minha gente! Quanto tempo, hein? Os últimos dias foram correria total… Mal tivemos tempo para respirar, rs. Bem, leiam abaixo como foram nossas últimas apresentações da Turnê 147.

Abrasssssss,

Dimmy

Ribeirão Preto (SP) – Chavala Talhada convida Vendo 147

Chegamos em RP no início da noite e fomos recepcionados pelo pessoal do Coletivo Fuligem. Conhecemos a sede da galera, tudo muito massa, organizadinho. Passamos no local do show, a Bronze Night Club, para deixar o material. Depois, fomos à “Casa do Palhaço” pra comer, atualizar os assuntos internéticos e tomar banho. Todos cheirosos e de barriga cheia, partimos pro som.

Bronze Night Club

Bronze Night Club

Iniciamos a noite. Do caraaaaaalho! O público estava animado e atencioso ao som da gente. Muito bom mesmo!

Mobydick

Mobydick, nossa batera

Depois da gente, tocou o Chavala Talhada. Puta som!

Ficamos na casa até o final da noite batendo papo com a galera. Encontramos, inclusive, um conterrâneo torcedor do Bahia, hehehehehe. Ele ficou de cara com o show. Mais um fã, rs!

Quando terminamos de arrumar tudo, já era de manhãzinha. Partimos direto para São Carlos.

São Carlos (SP) – Noite Fora do Eixo

Chegamos na sede do Aparelho Coletivo cedão. Os coitados dos meninos do Aeromoças estavam acordando… Recepção 10! Alojamo-nos e descansamos um pouco até a hora do almoço. Quer dizer, EU descansei um pouco e os meninos continuaram dormindo até o rango ficar pronto. O pessoal da casa fez ótimas panquecas e eu incrementei o almoço com creme de milho, farofinha do mal, molho lambão e os “bons drink” do Demolidor (frozen e iceberg).

Iceberg do Demolidor

Iceberg do Demolidor

De barriga cheia, tiramos mais uma soneca antes do show. Tudo ajeitado e saímos pro Metropollis Dining Club. Equipamentos arrumados, tudo pronto. O show foda com direito a bis. Lindo! Foi mais uma noite de animada, regada à base de cerveja e muito calor humano. Público 1.000!

Vendo 147

Vendo 147 no Metropollis, por Nathália Schneider

Depois do show, recebemos as saudações do público e fomos entrevistados pelas meninas do Massa Coletivo.

Vendo 147

Vendo 147 por Nathália Scheneider

O show seguinte foi de lançamento do EP da banda instrumental Bexigão de Pedra. Som muito massa o dos caras.

Depois de tudo ajeitado, caímos na cama. E que camas! Todos falaram que foram as melhores camas de toda a turnê. Heheheh. Tínhamos que acordar cedão e voltar em São Paulo, aproveitar o dia off para dar conta de trocentos afazermos, que incluía uma visitinha à fábrica da Hutch Drums.

Resenha do show pelo Aparelho FDE

“O grupo subiu ao palco lá pela meia-noite com seus cincos integrantes de joelhos e pés nervosos, que aos primeiros dedilhados já entravam no ritmo das músicas tocadas. Inquietos no palco, mudavam de posição, compartilhavam passagens musicais e se esgueiravam em solos, tudo numa performance sincera que representava o gosto pelo rock. Além das musicais autorais da banda, o público foi presenteado com um bis em que rolou versões de clássicos como Paranoid, do Black Sabatth, Back in Black, do AC/CD e I Want you do quarteto britânico mais famoso do mundo.”

Leia a resenha completa do show aqui.

Sete Lagoas (MG) – Festival Gramophone

Após um dia de cheio na capital paulista, descansamos e saímos cedinho em direção à cidade de Sete Lagoas. Depois de muito chão, chegamos ao local do show, a Opinião Pub, para deixarmos os equipamentos. Fomos recepcionados pelo pessoal do Coletivo Colcheia, que, logo em seguida, nos levou ao hotel. Banho tomado → rango batido → passagem de som! → Volta ao hotel → soneca → Opinião Pub. :D

A noite foi aberta pela banda Ganga Bruta, que mandou um blues do muito bom.

Início do show. A galera tava muito animada. Gente, o que foi aquilo? Um mar de energia positiva! Muita vibração! Foi um dos melhores shows da turnê, sem dúvidas! Tocamos dicumforça e aproveitamos para a noite para fazer uma singela homenagem a uma das pessoas que nos ajudou muito nessa jornada: Taty Peniche, minha noiva-mais-que-linda,  que é desde assessora à roadie, rs, e vem nos dando uma força muito grande .

Gromophone

Gromophone

Terminamos o show e a galera veio em cima, nos saudando. Receptividade ímpar! Vendemos 15 cds em menos de 10 minutos. Nunca vimos nada igual! rsrsrs. Com certeza, voltaremos em breve à Sete Lagoas. Pode esperar! o/

Quando chegamos ao hotel já eram mais de 5h. Dormimos umas três horas e caímos na estrada novamente. Tínhamos, aproxidamente, mais de 10 horas de chão pela frente.

Vila Velha (ES) – Noite Fora do Eixo AO EXTREMO

Viagem um pouco cansativa, mas nada que abale nossa vontade de tocar (yeahhh!). Chegamos em Vila Velha em cima da hora do show. Banho? Nem pensar. A troca de roupa foi na van mesmo. Tá no rock pra isso, mô filho. :D Arrumamos tudo rapidinho e encerramos a Noite Fora do Eixo AO EXTREMO, no Pós Graduação. A noite contou também com as apresentações das bandas Los Muertos Viventes, I Shit in Your Face e Mortos Pela Escola.

Vendo 147

Vendo 147 por Fora do Eixo ES

O público era dumal. Batedor de cabeça. Bom demais! Mais uma vez, foi um show de lavar a alma e recarregar a energia.

Público

Público no Pós Graduação

Depois do show, fomos acolhidos pela galera do Fora do Eixo – ES, na Casa 16. Lugar e pessoas muito legais e receptivas. Só temos a agradecer…

Mais uma noite de poucas horas de sono e pé na estrada! Mais umas 10 horas em direção à Ilhéus para o show de encerramento da turnê. Vamo, que vamo!

Encerramento – Ilhéus (BA) – Sábado sim, sábado não

Novamente, chegamos em cima da hora. Já estávamos craques em trocar a roupa na van. Ahahahahahah! Colocamos os equipamentos na Casa dos Artistas e assistimos ao show massa da Mendigos Blues. Os shows fazem parte de um projeto chamado “Sábado sim, sábado não” realizado pelo Coletivo Chocolate Groove. Essa foi a primeira edição num domingo.

Montamos tudo e mandamos bala! Showzinho de fuder pra encerrar nossa turnê. Demaiiiissssss!

Show

Show na Casa dos Artistas - Ilhéus (BA)

Desmontamos tudo e corremos de volta pra casa.

Bem, foi isso pessoal. 20 show em 25 dias. Mas, a gente volta daqui nestantinho pra falar um pouco mais sobre essa experiência e anunciar outras novidades. Aguardem!

Bauru, Casa Fora do Eixo e Bragança Paulista

Por: Dimmy

E aê, pessoal?! Chegamos na última semana da turnê. Até agora foram 15 apresentações, onde fomos recepcionados com muito entusiasmo por todos. Agradecemos imensamente pela dedicação e esforço da galera, afinal, em alguns lugares, não é nada fácil promover o rock.

Bauru

Chegamos na sede do Coletivo Enxame (Bauru) perto das 14h. Ajeitamos as coisas e fomos comprar ingredientes para fazermos um jantarzinho. Depois de alimentados, saímos para o Jack Pub (a casa mais foda que já tocamos até agora). O público foi bom, com mais de 200 pessoas vibrando e acompanhando nossa batida. Muito massa mesmo! Depois do show, arrumamos as coisas e fomos direto pra São Paulo.

Jack Pub

Jack Pub - Bauru

São Paulo

Começamos a semana em alto estilo, num show no “Domingo na Casa”, organizado pela Casa Fora do Eixo. É um evento que deve servir de exemplo qualquer um que queira fazer uma festinha legal. Tem comida (churrasco) e bebida (cerveja e tubaína) à vontade, onde cada um colabora com o que pode na “caixinha”. Muito massa mesmo! Fomos a última banda da noite e, apesar de uma parte do público ter ido embora devido aos compromissos da segunda-feira, quem ficou vibrou junto com a gente no show. O som tava do caralho, sem falar que a decoração do local é lindimais.

Depois do show, eu e minha noiva Taty (que, graças a Jah veio matar a saudade de novo) saímos com os amigos de longa data, Ilson (Zefirina Bomba) e Thelma, pra curtir as delícias da noite de São Paulo. (Ah! Marcou presença também na turnê a esposa de Duardo, Fernanda, afinal, a saudade é grande demais!). Os meninos foram para a Casa Verdi, onde mora uma parte da galera do Macaco Bong. O lugar também é muito lindo, com um bosque e intervenções artísticas fabulosas. Duardo, feito menino, se empolgou por lá.

Duardo

Duardo na Casa Verdi

Dormimos até tarde na segunda-feira. Depois da maresia “todos viaja” pra Bragança Paulista. Ainda em São Paulo, um tubo do combustível da van quebrou, mas nada muito tenso. Em poucos minutos conseguimos voltar à estrada.

Bragança Paulista

Chegamos em Bragança no início da noite e fomos direto passar o som. O grande Quique Brown (Grupo de Música Leptospirose) foi quem organizou a parada, que faz parte da programação do Festival de Inverno da cidade. Antes do nosso show, rolou uma sessão de filme, com um documentário sobre a banda Anvil (recomendamos!). O show foi redondo, som massinha, galera receptiva. Tudo massa!

Vendo 147

Vendo 147 em Bragança Paulista

Dormimos na escola de música do Quique, Jardim Elétrico. O friozinho tava massa! Estamos nos organizando agora para partimos em direção à Ribeirão Preto. A festa de lá está sendo organizada pelo Coletivo Fuligem. Tamo chegando, pessoá!

Confira abaixo o vídeo feito agorinha no Jardim Musical:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=cTK2reZvEIc]